Controle do míldio deve ser mais rigoroso nos períodos de repouso e brotação
31/03/2026
(Foto: Reprodução) Manejo da umidade no parreiral é fundamental para reduzir chances de míldio surgir
Acervo/Seiva do Vale
Essencial para reduzir riscos de contaminação, o período mais crítico para o controle do míldio na cultura da uva no Vale do São Francisco acontece no repouso, após a colheita, antes da safra seguinte. Mas outro período também considerado crítico é entre 14 e 56 dias após a poda, abrangendo as fases de brotação e abertura da flor.
As estratégias de manejo incluem:
● Controle de umidade: Gerenciamento da irrigação e instalação de quebra-ventos.
● Livramento de cacho: Gerenciamento adequado dos cachos para otimizar o desenvolvimento e prevenir doenças.
● Remoção de partes infectadas: Retirada e descarte de folhas e ramos doentes.
Amarril é aliado
Um aspecto apontado por especialistas como crucial no manejo da uva para o controle do míldio está relacionado a práticas culturais que minimizem a exposição das plantas à umidade. O amarril da uva, por exemplo, é considerado uma operação de grande importância na proteção da videira.
A técnica consiste em amarrar os ramos da videira que estão sendo conduzidos no arame. O objetivo principal é evitar que as folhas fiquem voltadas para cima ou para a parte posterior do parreiral, em posições que criam condições favoráveis para o acúmulo de umidade, as pulverizações não acertam o alvo e, consequentemente, para a infecção e presença do míldio.
A implementação dessas práticas visa não apenas proteger a safra atual, mas também assegurar a viabilidade e produtividade do ciclo de cultivo subsequente.